COGECOM – Cooperativa de Energia

Os planos de crescimento da Cogecom

Em entrevista ao EnergiaHoje, Roberto Correa, presidente da cooperativa de energia compartilhada, detalha os planos de expansão do negócio: “Estamos na vanguarda de um modelo no qual todo mundo ganha”

22.08.2022

COGECOM EM DESTAQUE EDITORIAL NA ENERGIAHOJE – UMA DAS PRINCIPAIS PLATAFORMAS DE INFORMAÇÃO DO SETOR NO BRASIL Acompanhe na íntegra:

“Estamos na vanguarda de um modelo no qual todo mundo ganha”. A frase, de Roberto Correa, diretor geral da Cogecom, cooperativa de distribuição compartilhada de energia, ilustra as perspectivas de crescimento do negócio.


Desde sua fundação, a cooperativa já possibilitou a economia de aproximadamente R$ 50 milhões para seus cooperados, já conta com 500 MW de energia contratada para os próximos anos e projeta
um crescimento exponencial para este ano, além da expansão de suas atividades por todo o país.

Em entrevista ao EnergiaHoje, Correa detalha o trabalho já realizado, os planos e desafios da Cogecom.

Como surgiu a Cogecom?

Nossa trajetória começou em 2016, após a mudança na resolução 482 da Aneel, de 2012, através da resolução 687, de 2015, que autorizou novas modalidades de geração distribuída, no nosso caso, a geração compartilhada. Com essa alteração, instituiu-se a figura da geração distribuída compartilhada, ou seja, por meio de cooperativas ou consórcios, você poderia fazer essa mesma compensação de energia. Ou seja, a partir de 2016 se tornou permitido que você gerasse energia no determinado local e, por uma cooperativa ou consórcio, você a compensasse em outros locais, em unidades consumidoras de titularidade distinta daquela geradora.

Já havia demanda para esse serviço?

Nós nascemos para atender uma demanda nossa, de uma usina que nós havíamos acabado de adquirir e que precisávamos alocar sua energia no mercado. Após essa primeira tomada de clientes a gente entendeu que, de fato, era um negócio que tinha possibilidade de crescimento, que era um mercado que poderia ser escalado. Afinal nós estávamos, pela primeira vez, proporcionando ao Roberto Correa, presidente da Cogecom (Divulgação) consumidor que não tinha outra opção a não ser consumir energia da concessionária local uma oportunidade de reduzir o custo com energia elétrica, sem necessidade de investimento, alteração física ou mesmo descontratação da energia.

Foi um trabalho pioneiro?

Sim. Como fomos a primeira cooperativa de GD do Brasil a escalar esse modelo, a gente conversou com uma série de geradores de energia e usinas que tinham a necessidade de fazer essa locação da energia no mercado. Nós começamos a oferecer os serviços da Cogecom para esse mercado, e isso nos permitiu uma expansão muito rápida. Começamos no Paraná, e hoje estamos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Estamos atendendo mais de 12 mil unidades consumidoras nesses estados e pretendemos chegar a 30 mil unidades até
o final do ano, além de expandirmos nossas atividades para outros estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Pará e Tocantins.

Dentro da expansão que você cita, o que está mais adiantado?

Nossa principal região de atuação hoje é a região sul Sudeste, estamos em franca expansão em todas as áreas, mas aqui no Paraná tem muita usina para entrar em operação. São Paulo é um estado que a gente deve entrar a curto prazo, porque também têm operações que já estão encaminhadas; Centro-Oeste tem muita coisa acontecendo, muitas usinas hidráulicas, solares, há um potencial fotovoltaico nessa região maravilhosa. Então devemos ter um crescimento da energia solar nessas
regiões, e todos os meses a gente tem novas usinas entrando em operação, sejam elas hidráulicas, solares ou de biomassa. A gente teve um crescimento de 130% no primeiro semestre comparado com 2021, e devemos fechar o ano com um crescimento exponencial, porque além das fontes que já temos contratadas, há um mercado de microgeração muito interessante, no qual estamos de olho.

Então, o crescimento da geração da Cogecom acompanha o crescimento da geração distribuída…

Sim, porque em todo mercado você tem uma maturação, ele passa por algumas fases que a gente chama de curva S, e a primeira fase dessa curva são os primeiros adquirentes, aqueles que que são os empreendedores do novo negócio, né? Então esse ciclo durou de três a quatro anos, até que os primeiros experimentassem, gostassem, indicassem pros demais etc. Hoje estamos num momento de crescimento exponencial porque todos os entraves que existiam, todas as desconfianças e as dúvidas em relação a esse modelo foram sanadas.

Quais foram os primeiros clientes da cooperativa?

Nosso primeiro cliente foi o grupo Marista, de educação, e depois foi o grupo Madero, de alimentação. Esses foram os nossos dois primeiros grandes clientes, inclusive os primeiros você nunca esquece, né? Eles estão conosco até hoje.

Você vê o risco de alguma concorrência predatória nessa atividade?

O risco existe de a própria concessionária de energia fazer o mesmo trabalho que a gente faz. Hoje já temos o exemplo da Cemig Sim, fazendo a mesma coisa que a Cogecom faz. Então não existe nenhuma barreira para que venha um grande concorrente do mercado ou que venha até um grande concorrente que já faz o que a gente faz. Eu não vou chamar de risco, mas essa possibilidade de ter um concorrente de grande porte à altura, de fato, existe. Porém nós temos duas situações que fazem com que o mercado não permita que a Cogecom ou nenhum outro player seja completamente engolido por outro…

Quais são?

A primeira situação é que você só cresce se você tiver geração de energia. Você tem que ter um player que entre com um investimento em construção de usinas e fomento de energia nova muito grande para fazer frente ou até engolir uma empresa do tamanho da nossa. A gente tem uma carteira muito grande, desde já contratada para os próximos anos, ultrapassando 500 MW de energia contratada. Devemos terminar esse ano acima de 250 MW de potência instalada, o que nos daria quase 60 MW de potência injetável. Então teria que vir alguém com um potencial 10, 20 vezes maior
que isso, e colocando dinheiro com muita força para fazer, o que também não seria tão rápido, porque não basta só dinheiro, você precisa de áreas, você precisa de licenciamentos, você precisa de todo um arcabouço regulatório que leva tempo para desenvolver. Então eu acho que é muito mais fácil o  gigante querer vir falar com a gente para que de fato a gente tenha uma estratégia pensada de mercado, uma aquisição, uma fusão. E o segundo você tem que ter a carteira de consumidores, né? Não adianta você ter gigantes de geração se você não tiver quem consuma na ponta. Então, apesar de esse cenário ser totalmente factível do ponto de vista teórico, na prática não é tão fácil assim que ele se consolide.

Você acredita que o cenário regulatório continuará favorável à atividade?

A geração distribuída vai continuar crescendo vai continuar expandindo porque a legislação hoje permite isso, dá essa segurança regulatória. Agora, do ponto de vista de execução, aí a gente já não tem a mesma qualidade do serviço. Por quê? Porque as concessionárias, a maioria delas, não se adequam à velocidade com que o mercado cresce e precisa ser atendido. Então, à medida que essas leis entram em vigência, as concessionárias precisam se adequar. Um exemplo é a lei 14.300, sobre o marco legal da GD, que entrou em vigor no dia sete de janeiro de 2022, e ela deu 6 meses, 180 dias para que as concessionárias de energia se adaptassem. Ou seja, a partir do dia 7 de julho deste ano as concessionárias deveriam cumprir todo o rito que está ali descrito, e posso afirmar você que muito pouco foi feito pelas concessionárias para que elas se adaptassem a essa lei. O problema é que quem paga o preço disso é o mercado, é o consumidor, o investidor que não consegue performar o ativo dele no prazo necessário, porque a concessionária, a distribuidora, não tem as ferramentas necessárias, ela não cumpre prazos, ela não segue as normas técnicas que tem que ser seguidas.

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