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62% dos empresários espera racionamento de energia.

11 de agosto de 2021

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Racionamento é descartado pelo Ministro de Minas e Energia e causa controvérsias.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 62% dos empresários consultados acreditam que haverá um racionamento de energia neste ano devido à grave situação dos reservatórios.

Bento Albuquerque, tem descartado a possibilidade de um racionamento de energia, como aconteceu a cerca de 20 anos atrás. Diante da gravidade da crise hídrica, o governo chegou a elaborar uma medida provisória que abria caminho para um programa de “racionalização compulsória”.

Os dados apontam que 28% dos empresários acreditam que, provavelmente, a medida não será adotada e apenas 3% descartam completamente a possibilidade.

“Existe um risco real que a gente corre de possível racionamento, então acho que todos têm essa preocupação, mas não é uma certeza. O governo já vem tomando algumas medidas importantes e o setor elétrico é mais robusto do que era em 2001 (quando o governo decretou racionamento de energia)”, afirmou o especialista em energia da CNI, Roberto Wagner Pereira.

Segundo ele, simulações apontam que, se todas as medidas que vêm sendo implementadas pelo governo derem certo, o risco de racionamento ficará no patamar que o setor elétrico já trabalha normalmente. Mas isso também depende de como será a situação no próximo período de chuvas.

Se as chuvas ficarem abaixo da média novamente, o problema será ainda pior em 2022.

“O principal problema, se por acaso vier a acontecer um racionamento, é que afeta diretamente a produtividade. Se você tem que limitar o uso de energia, diminui ou afeta a produção, em um momento que a Indústria está começando a recuperar as perdas que tivemos durante o período da pandemia. Isso afeta diretamente a recuperação da Indústria”, explicou.

Racionamento de energia e tarifa elevada.

Segundo dados da CNI, nove entre cada dez empresários consultados se preocupam com a crise hídrica, sendo que as maiores preocupações são o aumento do custo da energia, apontado por 83%, o racionamento (63%) e a possibilidade de instabilidade ou interrupções no fornecimento de energia (61%).

Praticamente todos os empresários consultados acreditam que o custo da energia vai aumentar nos próximos meses. Dos 98% que têm essa opinião, 47% acham que aumentará muito, 37% dizem que aumentará moderadamente e 14% acreditam que aumentará pouco.

O temor com o valor da energia nos próximos meses está diretamente ligado à competitividade. Em média, 52% dos empresários acreditam que haverá uma redução na competitividade das empresas deles, sendo que 39% dizem que isso acontecerá provavelmente, enquanto 13% afirmam ter certeza.

A preocupação maior é presente nos setores em que a energia representa uma parcela maior dos custos totais das empresas e entre os empresários que acreditam que haverá racionamento ou aumento grande no custo com energia.

Como se prevenir para o racionamento de energia?

Empresários também manifestaram temor com o potencial da crise hídrica e energética de frear o crescimento da economia e com a possibilidade de racionamento, aumento ou instabilidade no fornecimento de água, principalmente nas regiões que enfrentam a seca. De acordo com a CNI, o impacto da crise hídrica sobre o uso de água é limitado regionalmente.

“O uso da água no processo produtivo não atinge todos os setores industriais da mesma forma; há setores que não utilizam água em seu processo produtivo e outros nos quais o uso da água é relevante.” A CNI ouviu 572 empresas, sendo 145 de pequeno porte, 200 médias e 227 grandes, no período de 25 de junho e 2 de julho.

Para Roberto Correa, presidente da COGECOM, a prevenção para a região sul já está disponível.

“Todos os nossos cooperados já recebem energia mais barata e renovável de fontes microgeradoras, sem ter que instalar ou investir em estrutura. É importante lembrar que o ideal é os empreendimentos se prepararem para o consumo elevado que deve se iniciar em outubro”.

Além disso a falta de chuvas tem impactado diretamente a cada um de forma peculiar, mas o resultado tem sido sentido por todos, mas os cooperados COGECOM, possuem a garantia de receber energia mais barata.

“Fora de tarifas, os cooperados conseguem de 15 – 20% de economia estando no sistema da COGECOM. Desde que a ANEEL sancionou a microgeração de energia, temos entregado mais de 10 milhões em economia para todos os nossos cooperados.” – Afirma Roberto.

Se você quiser saber como entrar no sistema COGECOM gratuitamente, clique aqui.