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Oferta de crédito é parte do esforço geral para avanço na geração de energia limpa

30 de janeiro de 2020

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Com uma Diretiva de Eletricidade aprovada em 2018 pelo Parlamento, os países que integram a União Europeia (UE) buscam concretizar a chamada “união energética” e assim, ampliar o uso de energia renovável no continente. A meta é chegar em 2030 com 55% de fontes limpas.

Na corrida para abolir o uso dos combustíveis fósseis, os dirigentes de Bruxelas têm também planos de mais longo prazo. Querem alcançar a neutralidade do carbono até 2050.

Os incentivos públicos são parte do esforço para que tais metas sejam atingidas. Mas engana-se quem pensa que o empenho europeu se limita ao próprio continente: em outubro o Banco Europeu de Investimento (BEI) assinou com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) a implantação de uma linha de financiamento de 100 milhões de euros para projetos economicamente sustentáveis, principalmente os voltados para a produção de energia limpa em variadas matrizes.

Pelo acordo do BEI com o banco mineiro, podem pleitear os recursos projetos públicos ou privados de Minas Gerais com custo máximo de 50 milhões de euros. O prazo para pagamento gira em torno de 12 anos. Ações como essa são rotina para o Banco Europeu, instituição com sede em Luxemburgo que busca promover no mundo todo ações de desenvolvimento alinhadas pelo bloco europeu.Além de vantajosa do ponto de vista ambiental, a mudança para as energias renováveis é vista como uma maneira de estimular a geração de empregos e a atração de investimentos.

Brasil

Também no Brasil está cada vez mais presente a noção de que a oferta de crédito é a maneira mais rápida de se estimular a geração de energia limpa. As micro e pequenas empresas do Paraná, por exemplo, contam com a Fomento Energia, uma linha de crédito destinada a incentivar programas de eficiência e a geração de energia renovável. Os recursos tomados podem ser usados para obras civis, tanto de construção quanto de reforma, para a aquisição de máquinas e equipamentos novos e também para a compra de utensílios como lâmpadas de LED. A Fomento Energia é ofertada pela Fomento Paraná, instituição financeira de economia mista voltada para o desenvolvimento regional. A linha de crédito aplica-se a todos os componentes do sistema de microgeração e minigeração de energia elétrica eólica, fotovoltaica ou de biomassa. Os empréstimos de R$ 20 mil a R$ 500 mil podem ser pagos em até 10 anos, com taxas de juros a partir de 0,84% ao mês.

Fontes: Fomento Paraná e Banco Europeu de Investimento